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David Bowie: Sobre

David Robert Jones nasceu a 8 de Janeiro de 1947 em Brixton, Londres. Um dos maiores enigmas da música popular e sem dúvida um dos mais volúveis, Bowie atravessou uma autêntica odisseia de decisões profissionais e pequenas crises antes de se estabelecer a sério como intérprete.

Começou por tocar o saxofone durante a adolescência, ao princípio com vários grupos do colégio. O colégio também contribuiu para o seu futuro como estrela de pop, embora de forma mais estranha, já que uma briga no pátio deixou-lhe a pupila paralisada (teve de implantar um olho artificial). Por conta disso, os seus olhos tinham cores diferentes, acidente que só reforçou a sua imagem de extraterrestre.

Em princípios dos anos 60, o seu estilo era, sem dúvida conformista, com as roupas Mod e os riffs R&B. Durante os anos seguintes fez e desfez uma variedade de grupos, entre os quais os King Bees, Manish Boys, Lower Third e Buzz. Em finais de 1966, mudou o seu apelido, devido à crescente popularidade de Davy Jones, dos Monkees. Durante esse período, entrou em contacto com o manager Kenneth Pitt que, a partir dessa altura, modelou a sua trajetória profissional para o resto da década. O contrato assinado com a marca da moda, Decca Records, fez com que Bowie conseguisse boa publicidade, mas os singles posteriores e o promovido álbum de estreia não venderam.

Bowie continuou com as aulas de mímica e Pitt financiou um telefilme, "Love You Till Tuesday", que nunca chegou a ser emitido numa cadeia televisiva. Em finais dos anos 60,Bowie perfilava-se como um dos grandes ídolos da pop mais improváveis da nova década. Era apenas conhecido pela grande quantidade de anúncios contratados na imprensa musical britânica e era considerado um artista que tinha editado vários discos em várias marcas, todos sem sucesso. A possibilidade de reinventar-se como estrela da pop dos anos 70 parecia muito remota mas, no Outono de 1969, finalmente rompeu com a imagem anterior com "Space Oddity", que foi editado ao mesmo tempo que o lançamento lunar americano. O inovador relato de Major Tom, cuja estadia no espaçoo desorienta ao ponto de decidir ficar à deriva em vez de voltar à Terra foi um sucesso no Top 10 do Reino Unido. Infelizmente, Bowie parecia incapaz de seguir o sucesso do single com algo minimamente interessante e, quando 'The Prettiest Star' fracassou, a denominou-o de fenómeno efémero.

Uma série de mudanças notáveis na vida de Bowie, tanto a nível pessoal como profissional, aconteceram em 1970. O irmão Terry foi internado num hospital psiquiátrico; o pai morreu e, pouco depois, David casou-se com a estudante de Arte, Angela Bennet e, finalmente, prescindiu dos serviços do seu leal manager, Kenneth Pitt, que foi substituído pelo estridente Tony de Fries. Durante esse período de incerteza, Bowie finalizou o seu primeiro álbum importante, o extraordinário "The Man Who Sold the World". Com o apoio musical do guitarrista Mick Ronson, o baterista Mick "Woody" Woodmansey, os teclados fantasmagóricos de Ralph Mace e o produtor Tony Visconti como baixista, Bowie produziu um som surpreendentemente pesado para acompanhar a sua voz dramática e arrepiante.

As letras complementaram brilhantemente a instrumentação e Bowie explorou uma grande variedade de temáticas, entre elas a perversão sexual ('The Width of A Circle'), a doença mental ('All the Madmen'), um futuro negro ('Saviour Machine') e o niilismo de Nietzche ('The Supermen'). Todas estas temáticas foram re-examinadas em álbuns posteriores. A oferta culmina com uma página apelativa, em que Bowie aparece encostado e enfeitado com um vestido simples. O travestismo deu sinais nos anos futuros de Bowie, durante os quais esbateu o seu sexo e até proclamou a sua bissexualidade.

Bowie assinou com a RCA Records - tendo recebido, segundo eles, um grande adiantamento - e terminou "Hunky Dory", em 1971. O álbum foi mais ligeiro no tom que o seu predecessor, voltando Bowie à guitarra acústica nalguns temas, explorando uma orientação, nem menos interessante nem menos comercial. "Hunky Dory" foi um álbum magnífico, mas as vendas foram modestas.

Bowie aproveitou-se completamente do seu crescente perfil mediático, ao realizar uma digressão no Reino Unido, na qual a sua roupa escandalosa, voz apelativa e novos temas mostraram o artista em toda a sua glória. Até àquele momento, Bowie explorara várias ideias, temáticas e imagens que se fundiam de forma efetiva, embora não forçosamente de forma coerente. A fusão completa revelou-se em junho de 1972 com o álbum The "Rise and Fall of Ziggy Stardust And the Spiders From Mars". Aqui, Bowie adoptou a personalidade de uma estrela de rock apocalíptica, cuja ascensão e queda coincide com o fim do mundo. Para lá do ar catastrófico mas despreocupado de 'The Five Years', também havia os temas já conhecidos da era espacial, 'Starman', 'Lady Stardust', 'oonage Daydream' e o inevitável encore 'Rock n´Roll Suicide'. Por esta altura, percebia-se que tudo que Bowie tocava tornava-se ouro e o seu talento como produtor também recolheu os seus frutos para o seu velho herói Lou Reed. Ainda no auge, Bowie agitou o mundo do rock ao anunciar, a 4 de Julho de 1974, a sua retirada dos palcos, no Hammersmith Odeon, em Londres. Posteriormente, soube-se que não era Bowie a retirar-se mas sim o seu personagem Ziggy Stardust.

Numa retrospetiva, Bowie realizou um desvio invulgar ao gravar um disco com as suas canções favoritas dos anos 60. "Pin Ups" foi um resultado desigual, embora tivesse os seus momentos de glória.

Após gravar um concerto especial no Marquee Club de Londres, o "The 1980 Floor Show", para ser emitido pela televisão americana, Bowie apresentou um novo trabalho, "Diamond Dogs". Apesar de não ter obtido licença para usar o título "1984", adaptou o famoso romance de George Orwell de forma efectiva ao rock, como base para a sua exploração favorita nos temas do futuro obscuro, sexualidade e amor predestinado ao fracasso. 'Rebel Rebel' foi um single de sucesso, mas terá faltado ao álbum o som caraterístico do "Spiders from Mars" e, especialmente, a guitarra aguda de Mick Ronson. Uma grande digressão pelos EUA e Canadá apresentou o espetáculo de "Diamond Dogs" no seu ponto mais excessivo e expansivo, mas o projeto todo foi limitado pelo orçamento da produção. Depois do espetáculo, a música ficou parcialmente esquecida, o que se confirmou com a publicação do fracasso por parte da crítica, em "David Live", em 1974.

A popularidade de Bowie era tão grande como em meados dos anos 70, momento em que corrigiu o erro histórico de colocar "Space Oddity" no número 1, seis anos após a sua aparição inicial nas listas britânicas. Nesse mesmo ano, também conseguiu o primeiro número 1 nos EUA, com 'Fame', que incluía a voz e o talento de John Lennon como compositor adjunto. O tema foi incluido no álbum seguinte, "Young Americans", que viu o regresso de um novo Bowie. Durante esse período o cantor residência em Bel Air (Hollywood), nos EUA, e estava a mergulhar no mundo das drogas e o ocultismo, enquanto o seu casamento, por vezes tormentoso, com Angie se desmoronava. Como sempre na vida de Bowie, as suas angústias pessoais coincidiam com o trabalho criativo.

Trabalhou muito no projecto cinematográfico de Nic Roeg, "O Homem que veio do Espaço", no qual obteve o papel principal do alienígena deslocado e abandonado na Terra. As críticas foram desiguais. A imagem concentrava-se na personagem de Thin White Duke, cuja frieza apareceu no seu álbum seguinte, "Station to Station".Numa produção austera mas vazia, o álbum foi uma premonição da fase seguinte da sua carreira, na qual trabalhou com Visconti e Brian Eno, para criar a "trilogia de Berlim"m cidade para onde se mudou em meados de 1976. Iggy Pop, que tinha sido companheiro constante do cantor durante a recém terminada digressão "White Light" acompanhou-o.

A primeira etapa da sua reabilitação musical consolidou-se no álbum "The Idiot", de Iggy Pop, cuja gravação se realizou maioritariamente em Paris e que Bowie produziu e co-escreveu. O som áspero e sucinto do disco marcou a base de "Low" e "Heroes", ambos editados em 1977. Estes trabalhos sobretudo instrumentais, cujo tom foi muito influenciado pela eletrónica minimalista de Eno, não foram um sucesso de vendas, mas tornaram-se numa forte referência para a nova geração de bandas de synth-pop que se formariam no final dos anos 70 e princípios dos 80.

Na Primavera desse ano Bowie saiu de Berlim e mudou-se para um apartamento espaçoso em Manhattan, Nova-Iorque. As suas aspirações de ator vieram com um papel principal no "Homem Elefante", na Broadway, cuja receção pela crítica foi fantástica.Durante a permanência da obra em Chicago, Bowie editou um álbum de originais, que se aproximava mais do rock melódico da época. "Scary Monsters (And Super Creeps)" foi aventureiro com o seu eletro-pop e a guitarra distorcida de Robert Fripp, com quem tinha trabalhado em "Heroes". Este álbum incluiu o pensativo 'Ashes to Ashes', um tema fascinante em que faz referência a uma das suas criações anteriores, 'Major Tom'.

No início dos anos 80 Bowie aceitou uma série de projetos diversos, entre eles a aparição na série da BBC "Baal", de Bertolt Brecht, a surpreendente colaboração musical com os Queen ('Under Pressure') e Bing Crosby ('Peace on Earth/Little Drummer Boy'), dois papéis principais em "Fome de Viver" e o êxito da crítica "Feliz Natal Sr.Lawrence".

A mudança de discográfica, da RCA para EMI Records, coincidiu com a edição de "Let`s Dance", o trabalho mais comercial de Bowie desde os inícios dos anos 70, cuja produção foi entregue a Nile Rodgers, de Chic. Em 1983 teve mais dois êxitos, ambos a chegar aos primeiros lugares das listas britânicas: a remistura de 'China Girl' e 'Modern Love'. Bowie acompanhou 'Let`s Dance' com a desilusão que foi 'Tonight', que obteve uma crítica geralmente má, mas logo conseguiu um single de sucesso. com 'Blue Jean'.

Em 1984 David Bowie foi uma das estrelas da primeira edição dos MTV VMA. No mesmo ano em que Madonna subiu ao palco para cantar 'Like a Virgin', a voz de 'Heroes' cantou 'Blue Jean' e ainda levou para casa o Moonman de "Best Male Video", por 'China Girl', e o VMA de "Video Vanguard Award". Em 1986 a colaboração com Mick Jagger no clássico 'Dancing in the Street' rendeu-lhe novo MTV VMA, na categoria de "Best Overall Performance in a Video".

Em 1987 Bowie voltou às suas raízes, ao unir forças com o antigo companheiro de escola Peter Frampton, na digressão "Glass Spider". O álbum posterior, "Never Let Me Down", voltou a ser rejeitado pela crítica e assim cresceram os rumores que Bowie tinha esgotado todas as suas ideias musicais e personagens convincentes.

Sempre a iludir as premonições, o sr. "Camaleão" decidiu formar uma banda em 1989, para a qual contratou os serviços de Reeves Gabriels (guitarra) e dos irmãos Tony Sales (baixo) e Hunt Sales (bateria), que já tinham trabalhado com Bowie no álbum "Lust for Life", de Iggy Pop. Os Tin Machine lançaram o primeiro álbum homónimo, num pacote que ofereceu um trabalho de guitarra no estilo de sempre, quase a roçar o heavy. Bowie levou a banda numa digressão intencionalmente limitada por lugares menores, expressando o desejo de tocar em sítios pequenos. Foi uma experiência interessante, contudo nem este disco nem o seguinte fizeram muito para aumentar a consideração da crítica para com Bowie em finais dos anos 80.

"Black Tie White Noise", de 1993, foi o seu álbum mais forte em muito tempo e entrou na lista britânica de álbuns em número 1. Mais tarde nesse ano, a edição de um álbum mais modesto inspirado pelo seu trabalho na adaptação de "The Buddah of Suburbia", de Kanif Kureishi deu a Bowie mais elogios.

Em 1995, Bowie editou "Outside", uma colaboração com Brian Eno que recebeu uma crítica mista e do qual saíram os singles 'The Hearts Filthy Lesson, 'Strangers When We Meet / The Man Who Sold the World (live) e 'Hallo Spaceboy'

Em 1997 era editado "Earthling" e em 1998, sempre com a visão futurista, Bowie lançou o primeiro site de acesso à Internet criado por um artista: o "Bowienet".

Em 1999 trabalhou e gravou 'Without You I'm Nothing' com os Placebo e voltou a um estilo de composição mais convencional no álbum "Hours", que deu a conhecer o single 'Thursday's Child'. Este registo teve fortes vínculos com a construção de canções de "Hunky Dory" e inflexões vocais parecidas. Foi o seu trabalho mais satisfatório e bem sucedido em algum tempo e o último que lançou pelaVirgin. Em Dezembro de 2001 o cantor anunciou o lançamento da sua própria discográfica independente: a ISO.

Em 2002 lançou o álbum "Heathen", que marcou o regresso às colaborações com o produtor Tony Visconti, que co-produziu o registo em parceria com o próprio Bowie.

Um ano depois era lançado o álbum "Reality", para a BBC o seu melhor lançamento desde "Scary Monsters".

Em 2013, e após 10 anos de reclusão quase absoluta, Bowie voltou a surpreender os fãs ao anunciar novo álbum, cujo single de avanço, 'Where Are We Now', foi lançado no dia do seu aniversário, 8 de janeiro. "The Next Day" chegou ao top de vendas em mais de 20 países uma semana antes do seu lançamento oficial (resultado das pré-vendas), e foi rapidamente aclamado como o melhor álbum desde "Heroes".

A 8 de janeiro de 2016 era editado novo álbum de originais, "Blackstar". O registo foi lançado no dia sexagésimo nono aniversário do músico e contém sete faixas com influências de jazz, entre elas os singles 'Blackstar' e 'Lazarus', e a canção 'Sue (Or in a Season of Crime)', incluída também na compilação "Nothing Has Changed", de 2014.

David Bowie morreu no dia 10 de janeiro de 2016, vítima de cancro.