Eric Clapton

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Eric Clapton: Sobre

Quando o refrão "Clapton is God"(Clapton é Deus) começou a ver-se nas paredes do metro subterrâneo de Londres nos anos 60, não se sabia se eram as palavras de um profeta ou de um enviado do Senhor. Mesmo quando se secava a pintura, Clapton arrasava e era idolatrado como um dos melhores músicos britânicos dos blues. Mas como tantos na sua época, fazia música na imagem de outro(Robert Johnson, Muddy Waters, entre outros) e a sua guitarra era o seu transporte para os blues dos outros. Apenas depois se tornaria num transporte para ele mesmo.Nos anos 60, Clapton podia soar como qualquer outro se alguém tivesse uma rádio FM. Entre os Yardbirds, John Mayall`s Bluesbreakers, Cream e Blind Faith, Clapton manteve um passo frenético entre bandas. Se alguma vez houve uma época para se ser um espectáculo de si mesmo era esta. Mas enquanto Pete Townsend destruía o seu isntrumento e Jimi Hendrix incendeia o dele, Slowhand perdeu-se entre os poucos conhecidos Delaney e Bonnie, logo como Derek com Derek and the Dominos. Animado por Delaney Bramlett, começou a escrever e a cantar com mais frequência. Clapton entrou nos anos 70 com o seu primeiro lançamento individual a solo. Já nesta altura, os seus poderes divinos deixavam-no. Sem a força para cativar o coração de Pattie Boyd Harrison, a esposa do seu amigo George Harrison. Clapton escreveu e cantou Layla com os Dominos. Quando a sua obsessão não funcionou, começou três anos de constante abuso de heroína. Muitos fãs estavam preparados para dar-lhe "licença" divina(os dias das suas demonstrações virtuosas a solo e rompendo as cordas de guitarra já tinham passado). Se Clapton era na realidade Deus, o que é que ele procurava? O que se passou: os favores de uma mulher, a essência dos blues, um abuso de heroína não foi suficiente.Nos próximos anos, Clapton conseguiu recuperar a sua vida, deixando as drogas e conquistando Pattie Boyd. A sua reputação divina, não tão fácil de recuperar. Apesar de uma série de álbuns de platina e uma quantidade de sucessos incluindo a versão rápida de I Shot the Sheriff de Bob Marley, Wonderful Tonight(também escrito para Pattie) e Lay Down Sally era claro que Clapton tinha mudado de equipa dos blues do rapaz mimando dos rankings Billboard. A sua guitarra mais tranquila manteve-o fora do olhar público até aos meados dos anos 80 quando teve um levantamento dos seus vídeos, uma actuação no concerto Live Aid, o álbum oficial do filme Arma Mortífera e o álbum de sucessos ao longo de 25 anos chamado Crossroads. Em 1991, Slowhand encontrou-se no seu próprio caminho. Ele e Pattie divorciaram-se, o seu filho Connor morreu após cair de um arranha-céus e já tinha visto os melhores da sua geração; Stevie Ray, Vaughan, Muddy Waters, Hendrix; Se Deus queria dizer "basta" poucos ficariam surpreendidos. Após tudo, Clapton sempre foi perfeccionista, um intérprete e nunca alguém que punha a sua alma em destaque. Mas em vez de desistir, Clapton escreveu Tears in Heaven, escrito para o álbum oficial do filme Rush-Uma Viagem ao Inferno mas na realidade era uma homenagem ao seu filho. A canção acústica e lenta ajudou a transformar Unplugged num sucesso estrondoso. Foi quando mostrou a sua vulnerabilidade e submergiu profundamente ao delta dos blues em From the Craddle que Clapton ganhou um pouco da sua glória passada, por mais que essa glória significou um Grammy e um lugar na secção Adulto Contemporâneo em vez de instrumentos e a nomeação para a santificação.Talvez o que os fãs admiram mais em Clapton, mais que as canções, a sua moda e os seus carros velozes ou seus triunfos sobre o álcool e a droga, é a história que tem com eles. Simplesmente sobrevivendo, Clapton pôde representar os problemas dos seus contemporâneos. Quando as guitarras de Slowhand foram vendidas em 1999, como parte dos lucros para um centro de reabilitação de drogas que apoia, tinha mais talento.Isto eram recordações de um tempo quando Clapton, como Deus ou não, esteve presente na criação do rock moderno.