Fleetwood Mac

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Fleetwood Mac: Sobre

Há uma grande diferença entre fazer interpretações dos Fleetwood Mac e Elmore James no mega estrelato da pop. Dizer que os Fleetwood Mac passaram por muito, não chega nem a metade da história. Houve fama e fortuna, isso é verdade, mas também houve uma adoração estranha, vícios destrutivos, fraudes e o partido democrático. Se a banda fosse um só pessoa, qualquer psicólogo fazia o diagnóstico de personalidade múltipla. Mas um bom doutor também notava que a loucura anda de mão dada com o génio. Quando Bluesbreakers de John Mayall separou-se em 1996, o baixista John McVie e o baterista Mick Fleetwood já eram conhecidos no panorama dos blues britânico. Seria o recentemente baptizado Peter Green`s Fleetwood Mac com o segundo guitarrista Jeremy Spencer que se tornaria no mesmo que qualquer titã do rock com as poderosas cordas de Oh Well e The Green Manalishi. Contudo, hoje em dia poucos imaginam Black Magic Woman sem pensar em Santana. Já em 1968, Danny Kirwan uniu-se aos artistas. Mas esse alinhamento de estrelas não aguentava as pressões da época e após Green e depois Spencer se meterem em seitas religiosas, Kirwan, Fleetwood e Mac(Vie) procuraram novos companheiros originais e com um som original. E encontraram a pessoa perfeita, na forma de Christine.Com pouco tempo na banda Chicken Shack e um álbum a solo, a bela loura trouxe um aspecto feminino duro e influenciado pelo country à imagem até agora masculina da banda. Trouxe exactamente o que se espera de uma Songbird. Além do seu talento como vocalista, as suas cordas de piano espessas e eléctricas deram uma base às explorações da banda nalgumas obras clássicas como Station Man, algo afastado dos gritos exagerados do começo das suas canções mas não da mistura de linhas de melodia e ritmos contagiantes dos Grateful Dead. Seria o cantor/autor americano Bob Welch que, durante os anos 70 teria um papel importante em levar os Fleetwood Mac a uma sensibilidade para o surgimento da pop rock. Nesse momento, as suas atitudes de jazz, temas contagiantes, harmonias fechadas, temas nas suas letras para ambos os sexos e compromissos de canto foi o que cimentou o rumo dessa década. Bare Trees e Mystery to Me, dois álbuns típicos mostraram todo o amadurecimento e impulso que precisavam para tornar-se no símbolo do mercado sempre em crescimento da rádio FM.Mas, uma vez mais, as crescentes carreiras a solo e os problemas pessoais continuaram a destruir a banda e já em 1974 apenas a bateria, o baixo e o teclado restavam. Esse momento foi quando Mick ouviu a cassete de apresentação de um guitarrista e pouco depois da partida de Welch, realizou uma audição a este guitarrista pouco conhecido. O mais engraçado é que o guitarrista queria um acordo segundo um pequeno pormenor: contratas-me e contratas a minha namorada. Pensemos um pouco: é preciso entender que este acordo não era apenas o capricho de um apaixonado ou puro nepotismo. Desde a escola secundária, Lindsey e Stevie estavam juntos, passaram pela banda Fritz e até gravaram o seu próprio álbum como duo chamado Buckingham/Nicks. Em suma, o talento já existia. Existia até uma pequena continuação do duo após a sua obra: Frozen Love.E esse seguimento foi o que primeiro atraiu o ouvido de Mick. Fleetwood e companhia decidiram que arriscar com desconhecidos era uma coisa, mas este tipo de história era quase como um agouro... dos bons. E enquanto a banda entrou na sua etapa criativa mais celebrada, foi este casal carismático, lançado directamente a secções fantásticas de ritmo, que provaria ser o caminho para o sucesso. Antes de se poder dizer We`re starting all over again, o seu primeiro álbum com todos era como se fosse a sua estreia: Fleetwood Mac.O novo Mac agressivo era uma mistura sedutora de desejos, provocações, tensão e misturas excitantes, todos a fluir em explosões crescentes de rock. E para mais, o grupo contava a facilidade de Stevie em encantar, tanto nas suas canções de romance gótico como na sua presença em palco: uma cara angélica, muita renda na sua roupa e uma certa aparência delicada. Mas o que ajudava ainda mais segundo os fãs, era a ideia de um galã com caracóis e a encantadora bruxa gaulesa voando no palco e fora dele. E, como John e Christine eram casados desde que se juntou ao grupo, todas as suas actuações tornavam-se numa imagem singular da época depois dos hippies. Claro, não foi um detrimento que as histórias da imprensa sobre as saídas e entradas de relações do grupo tenha sido usado no título do que foi até hoje o álbum mais vendido desde sempre: Rumours.Quando o álbum saiu duplo em 1977, Tusk foi editado, provas das relações frágeis de Fleetwood Mac estavam nas suas canções e letras. Havia problemas com a discográfica, membros do grupo comunicavam entre si por meio de advogados, digressões e abuso de drogas pioravam. O nível de amor/ódio entre Nicks e Buckingham era tão intenso que canções como The Chain e Go Your own Way muitas vezes parecia terapêutico quando eram interpretadas no palco perante um público estupefacto.Quando Linsdey finalmente se separou do grupo no começo dos anos 80, os restantes membros continuaram por mais algum tempo com Ritchie Zito e Billy Burnette e até conseguiram sucesso relativo nos rankings. Mas era óbvio para todos que uma época tinha acabado. Contudo, não importa se estão muito longe palco, sempre estarão nas nossas mentes. Este ponto foi ilustrado perfeitamente na convenção democrática de 1992, onde a música no final do discurso de aceitação de Bill Clinton não foi o velho e conhecido Happy Days Are Here Again, mas foi Don`t Stop(Thinking about Tomorrow). Será que alguém ficou na realidade surpreendido quando o aborrecido Al Gore levantou-se da sua carreira para dançar?Foi esta instância fortuita que os uniu para uma actuação. Mas seria o mesmo evento, juntamente com a ajuda que deu a Lindsey no seu último álbum a solo, que os pôs a trabalhar um estúdio em 1997 para celebrar a sua história com The Dance. E porquê? Muito simples: Nunca quebraram a ligação. Pode ter havido tempos difíceis em fazer com tudo funcionasse mas a força da união de companheiros, a lealdade e a música, sempre a música ajudou a que esta banda abrangesse quatro décadas de várias gerações e que se mantenham juntos como muito poucos.