Lou Reed

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Lou Reed: Sobre

Lewis Allen Reed nasceu a 2 de Março de 1942, em Freeport, Long Island(Nova Iorque). O seu primeiro contacto com a música foi com o piano clássico e aos dez anos pegou a sua primeira guitarra. Os seus pais levaram-no a ter aulas e ele pediu ao seu professor que o ensinasse a tocar canções de Carl Perkins, o professor ensinou-lhe três acordes e essa foi a sua primeira e última lição. Em 1957, aos 15 anos era fã do rock n´roll e doo-bop e aos 16 estreou-se com um grupo chamado The Jades. Recém licenciado da universidade de Syracuse(onde se formou em literatura inglesa), conseguiu trabalho como compositor com Pickwick Records. Até 1963, já tinha escrito dois dos seus clássicos I`m Waiting for the Man e Heroin. Em 1965, compõe The ostrich e a discográfica recomenda formar um grupo para a promover, é aí quando forma The Primitives que conhece John Cale. Mais tarde nasce The Velvet Underground, que apadrinhado por Andy Warhol, tornam-se numa banda de culto que não desfrutou de popularidade suficiente no momento, mas que com os anos foi reconhecida como uma das bandas mais influentes da história do rock. O líder e alma do grupo sempre foi Reed, que com John Cale se encarregava da composição, mas após brigar com ele sobre a direcção que o grupo tinha de tomar, despediu-o no Verão de 1968. Em 1970, o grupo grava o seu quarto disco, Loaded e Moe Tucker(baterista) não participa na gravação. Pouco tempo depois da gravação de Loaded, Lou Reed deixou a banda.(Tens mais informação sobre os Velvet Underground na Internet. Utiliza o browser). Em 1971, consegue um contrato com a RCA, e estreia-se com um álbum homónimo com versões de material inédito do grupo e novas canções. Este disco é produzido por Caleb Quaye e Rick Waterman dos Yes, mas o resultado não convence, por isso em 1972 faz-se acompanhar de David Bowie e Mick Ronson(guitarra de acompanhamento de Bowie na era de Spiders From Mars) emblemas do glam rock naquela altura, na produção, publicando um dos melhores discos da sua carreira: Transformer. Nele incluía Walk on the wild side, que se tornou num sucesso nos Estados Unidos e Reino Unido. Além de o ajudar na produção, Bowie aconselhou-o numa mudança de imagem, algo que durou muito pouco a Reed que, quando teve a oportunidade mudou as lantejoulas e voltou a vestir-se de cabedal negro. Uma mudança que também se fez notar no som do seu seguinte disco, Berlin, um disco sombrio, que não teve sucesso comercial e que é considerado por muitos como uma obra prima incompreendida. Em 1974, publica Rock n´roll animal, gravado ao vivo em 1973, com canções de Velvet Underground, que captura uma etapa em que o vício de Reed na heroína era vísivel em cada um dos seus concertos. Em 1975, publica Sally Can`t Dance, um disco muito mais acessível que Berlin que chegou às listas de popularidade novamente e que fez com que muita gente o acusasse de ser um "vendido" ao fazer algo tão comercial. Após outro disco ao vivo(Lou Reed Live), publicou Metal Machine Music, um disco duplo, repleto de feedback. Música sem letra e com um ritmo constante, concentrando-se na ressonância sem respeitar a harmonia, jogando com velocidades variadas. Um álbum inaudível, um capricho instrumental que lhe custou ter de convencer os executivos da RCA a obter dinheiro suficiente para poder gravar Coney Island Baby. Até à data o CD mais suave e acessível da sua carreira. Em 1976, com nova discográfica, Arista, edita Rock n´roll heart, um álbum que não consegue convencer nem os seus fãs nem a crítica. Em 1978, alheio à música disco, publica Street Hassle, uma colecção de canções de rock. Nesse mesmo ano gravou a sua apresentação em Bottom Line, sob o nome de Take no Prisoners. Em 1979, publica The Bells onde cede e deixa-se levar pela moda em canções como Disco Mystic e Want to boogie with you. Em 1980, grava o seu último disco com Arista, Growing up in Public.Em 1982, regressa à RCA com um brilhante disco de rock, The Blue Mask com a colaboração de Robert Quine dos Voidoids. Um disco gravado ao vivo sem ensaio prévio nenhum, como havia unicamente uma cassete em que Lou tocava as canções com uma guitarra acústica, o seu disco mais sombrio desde Berlin. Na primavera de 83 edita Legendary Hearts, um disco muito próximos ao Blue Mask em muitos aspectos, a mesma banda e canções de poucos acordes e melodias que se podiam cantarolar sem problema. Após este disco publica outro ao vivo, Lou Reed Live In Italy, no qual se incluem os melhores clássicos da sua carreira, e que encerra uma das melhores etapas. Em 1984, regressa às listas de popularidade pela mão de I love you Suzanne, incluída em New Sensations. Publicar uma obra prima para logo de seguida publicar um fiasco, é um hábito que toma forma quando em 1986 apresenta Mistrial, que recebeu as piores críticas de toda a sua carreira. Em 1988, com New York, uma obra conceptual sobre a sua cidade, não deixa lugar para dúvidas sobre o seu génio. Em 1990 reúne-se com John Cale para gravar um disco tributo ao recém falecido Andy Warhol sob o nome de Songs for Drella, uma colecção de histórias da vida do artista. Nesse mesmo ano, os quatro membros originais de Velvet Underground reúnem-se para tocar Heroin nos arredores de Paris numa exposição dedicada a Warhol. Lou publica Walk on the wild side and other hits, um álbum onde recompila mais uma série de êxitos. Em 1992 edita Magic & Loss, um disco que gira em redor da morte, histórias dos que partem e dos que ficam, outro álbum conceptual, mais melancólico mas igualmente precioso como o anterior. Um ano mais tarde, sai para venda uma caixa de três discos chamada Between thought and expression, a melhor colecção do seu trabalho até essa altura. Também publica Rock And Roll: Diary: 1967-1980 onde se incluem canções da sua época com The Velvet Underground. Em 1994, há uma reunião dos Velvet Underground para uma digressão europeia que é gravada e publicada com o nome de Live MCMXCIII. Em 1996, após três anos de ausência regressa com Set the Twilight Reeling, histórias que abarcam segundo Lou Reed as etapas da vida do ser humano. Publica outra recompilação novamente, Different Times:Lou Reed in the 70`s. Em 1998 publica Perferct Night, um disco acústico gravado em 1977 num festival de Londres. Em 1999, Arista apresenta Lou Reed: The Definitive Collection, uma recompilação do seu trabalho durante 25 anos. Em 2000 inicia a década com um bom disco, Ecstasy. Um disco que devolve o seu lugar como lenda de rock, com guitarras brilhantes e letras geniais que se tornam em canções semibreves. O seu trabalho em 2003 é The Raven, talvez o seu disco conceptual mais arriscado até agora, que volta a enfrentar as opiniões da crítica e o público, para uns é lixo e para outros é uma obra prima. O disco é composto juntamente com a sua esposa, Laurie Anderson(poetisa) e gira em redor dos textos do escritor maldito americano Edgar Allan Poe. A única coisa certa é que, por mais de 30 anos, Lou Reed soube misturar ficção com realidade e soube retratar melhor do que ninguém o rosto da Big Apple e a decadência da cultura norte-americana.