Miss Lava

Miss Lava: Sobre

Durante anos os vulcões acumulam pressão, fervendo no seu interior, sempre à espera do momento certo para entrar em erupção e demonstrar o poder da natureza em rios de lava.

Este parece ser o caso dos Miss Lava, um quarteto lisboeta que esperou pelo momento certo para explodir a sua dose de “heavy rock n’roll disaster”.

Há 7 anos, um vulcão stoner rock começou a aquecer uns grooves pesados. A força criativa deste projecto era S. Rebelo (ex-baixista dos Exiled, 196Hate), um mestre a distorcer as frequências ultra-graves. Nesta altura, S. Rebelo ainda fazia algumas experiências sónicas e dedicava a maior parte do seu tempo aos Dawnrider, a sua outra banda.

3 anos depois, S. Rebelo percebeu que já tinha estabelecido um backbone musical sólido para uma banda. Apesar de muitos músicos participarem nas sessões stoner de S. Rebelo, apenas um deles era constante, o baterista Ricardo Espiga, cujo feeling jazzy garantia uma distintividade sonora importante.

À medida que os Dawnrider caminhavam em direcções opostas aos objectivos musicais de S. Rebelo, ele começou a voar cada vez mais alto nos céus do stoner rock e acabou por gravar uma primeira música para encontrar membros permanentes.

Johnny Lee, há muito tempo perdido no deserto musical (ex-vocalista da banda de trash Etherial Grief), ouviu falar das gravações de S. Rebelo. A primeira convergência sónica foi mágica.

No entanto, faltava um elemento. Lee ligou para o seu parceiro musical de longa data, K. Raffah (ex-baixista de Etherial Grief, Sundance, Se7enty Se7en e Mélange) e desafiou-o a assumir as despesas de guitarrista. “If there’s hell below, we’re all gonna go.” pensou Raffah ao aceitar a viagem.

Raffah e Rebelo desenvolveram rapidamente uma forte química de composição, sustentada pelo forte groove de Espiga e potenciada pelo incisivo sentido melódico e profundo conteúdo lírico de Lee. As músicas começaram a aparecer sem parar, cada vez melhores, cada vez mais quentes.

As coisas estavam literalmente a aquecer neste hub criativo e acabou por ser uma decisão natural, entre copos de vinho no Bairro Alto, chamar a banda de Miss Lava. A força do rock com o sedutor calor feminino. Aqui estava uma representação fiel para a música que o quarteto criava.

Com o objectivo de construir um setlist sólido para tocar ao vivo e seleccionar algumas faixas para gravar, a banda começou a gravar e a pré-produzir todas as suas músicas até o Verão de ’06. Depois de gravarem 8 músicas, o baterista Ricardo Espiga separou-se da banda, prosseguindo a sua carreira musical com o estudo de Jazz no Porto. Os Miss Lava desejaram-lhe felicidades e encontraram rapidamente um substituto, J. Garcia (ex-Fiona at Forty).

A batida frenética de Garcia fez o mash perfeito com o groove pesado dos Miss Lava, oferecendo à banda a força que necessitava para atingir um novo nível de confiança e poder.

A banda continuou a escrever e a pré-produzir músicas. “Quando nos apercebemos que tínhamos umas 18 músicas, pensámos que era altura de as gravar. Era hora do vulcão entrar em erupção!”, lembra-se S. Rebelo.

A banda escolheu 4 músicas e gravou-as em vários estúdios para materializar um EP. A produção ficou a cargo de S. Rebelo, sendo que as misturas e a masterização contaram com Ricardo Espinha (Fonzie, Klepht, Icon and the Black Roses).

O resultado foi estrondoso. Da acelerada “Sleep with the Angels” até ao peso doom de “The Line”, passando pelo hino stoner “Stone Me” até ao choque melódico “Electrify”, o EP gravado posicionou desde logo os Miss Lava como uma das grandes esperanças do heavy rock nacional.

A editora Raging Planet sentiu a potencialidade da banda e assinou-a no seu 3º concerto. Seguiram-se cerca de 50 datas em todo o país, e a banda partilhou o palco com nomes com Year Long Disaster (US), Fonzie, Tara Perdida, We Are The Damned, Black Bombaim, Dollar Llama, entre outros. As actuações ao vivo foram sempre elogiadas pela imprensa especializada.

Durante este intenso período de actuações ao vivo, a Raging Planet lançou o EP em formato vinil. Tratou-se de uma edição exclusiva de 550 cópias, em vinil vermelho, com capa poster desdobrável numa homenagem ao movimento artístico “rock poster art”.

Os media saudaram o vinil com excelentes críticas.

Depois do reconhecimento inicial, foi um passo natural para a banda gravar o seu primeiro álbum, “Blues for the Dangerous Miles” e editá-lo com a independente Raging Planet.

O álbum foi produzido por Samuel Rebelo e pela banda, tendo sido ainda misturado e masterizado nos Fascination Street Studios em Örebro pelo conceituado Jens Bogren, conhecido pelo seu trabalho com bandas como Opeth, Katatonia, Amon Amarth ou Paradise Lost. As gravações foram coordenadas pelo co-produtor Samuel Rebelo e por Ricardo Espinha (Fonzie, Klepht, More than A Thousand, etc).

Para acompanhar o lançamento da primeira edição, que é limitada e se apresenta com 4 capas diferentes, a banda filmou um videoclip para a faixa “Black Rainbow” nos Estúdios Panavídeo com o realizador Bruno Simões, que recebeu vários prémios internacionais com algumas curtas-metragens por si realizadas – Festival Sicarm Murcia, Festival Nueva Imagen, entre outros – e trabalhou ainda nos efeitos visuais dos últimos filmes de Harry Potter e também das Crónicas de Narnia.

Depois, o quarteto completou uma primeira tour de promoção ao álbum, com 15 datas em território nacional que mereceram rasgados elogios da crítica especializada. O culminar das performances ao vivo foi a primeira parte dos norte-americanos Fu Manchu, no Santiago Alquimista, num concerto largamente aplaudido pelo público e pelos media.

Os resultados da primeira fase de promoção a “BFTDM” foi imediata. Se o vídeo se encontra em alta rotação na SIC Radical e vingou no Headbangers Ball da MTV, o disco foi considerado o 5º melhor álbum nacional do ano pela Loud, recebeu 9/10 no JN e no Diário do Alentejo e a banda é apontada como uma grande promessa do heavy rock nacional.

Neste momento, os Miss Lava acabaram de finalizar um novo videoclip para o 2º single do álbum - “Don’t Tell a Soul” - com o realizador alemão Joerg Steineck (uma referência no meio stoner rock devido aos documentários “Lo Sound Desert” com membros de ex-Queens of the Stone Age, Unida e House of Broken Promises) e está agendar datas em território nacional e na Europa.

2010 promete ser um ano escaldante, começando pelo lançamento do álbum digital a nível mundial (iTunes, Amazon Digital, Napster, Rhapsody e Spotify).