Prince

Prince: Sobre

Prince, O Artista, Jamie Starr, Alexander Nevermind, Victor, Camille, Skipper, Sexy MF. Tal como o seu trabalho, e o seu talento, Prince Rogers Nelson é maior que a própria vida, e isso não surpreende para o facto de necessitar mais de uma personalidade. Foi um exército de um homem só nos seus próprios álbuns e nos de seres da pop como Vanity 6 e em esquecidos como George Clinton. Criou tantos sucessos que ministrou discográficas inteiras. Também há filmes, mas deixemos esses por agora.Prince teria de ser tão mítico como Orfeu. Excepto que Orfeu nunca foi multi platina.O nome "Prince Rogers" foi primeiro usado por John L. Nelson, o pianista de jazz que foi o pai do Artista. Nasceu em Minneapolis, Minnesota a 7 de Junho de 1958. A sua mãe chamava-o simplesmente "Skipper" pelo seu tamanho pequeno. Prince aprendeu o piano com o seu pai, compondo a sua primeira canção aos sete anos. O seu título Funk Machine foi talvez a única vez que Prince foi típico.Só podia ter vindo de Minneapolis. A sua criança multi cultural fez com que, quando chegou à escola primária John Hay já estivesse polido em vários géneros. Também se estava a acostumar a viver incontrolavelmente e com a sua própria personalidade. Prince de doze anos foi viver com o seu pai quando se divorciou, mas foi expulso de casa quando teve um mal entendido com a noiva do seu pai.Prince não sabia se devia ser líder de uma banda como a sua primeira combinação Phoenix, ou trabalhar a solo. O cantor Morris Day chegou a Phoenix, mas Prince tinha feito o espectáculo completo, trabalhando com mais de 20 instrumentos e gravando-se em cassetes de demonstração. Aos 19 anos, já tinha tratado com as discográficas em Nova Iorque e eventualmente assinou um contrato sem precedentes com a Warner Brothers que lhe dava controlo artístico absoluto no seu álbum de estreia.A sua estreia foi o seu ponto mais baixo. For You falhou por completo.Alguns críticos, pelo menos tiveram a bondade de mencionar o nome de Stevie Wonder. O seu segundo álbum teve simplesmente o título de Prince e foi como começar de novo. I Wanna Be Your Lover chegou ao número 1 do R&B e ainda soa melhor que qualquer coisa de 1979.Auto-suficiente e inquieto, Prince não podia ter chegado a uma melhor altura. Com Reagan e o "conservadorismo" da maioria supostamente a ditar a nossa cultura, Prince deu-lhe as boas-vindas aos anos 80 com a sua primeira obra prima, Dirty Mind. Head não precisava de explicações, Sister contemplava o incesto e até When You Were Mine, dizia:" Nunca fui do tipo de criar problemas/quando ele estava ali/dormindo no meio de nós os dois". Mas Prince podia ser bem repugnante. Algumas vezes com maquilhagem e meias de mulher, era difícil de saber com quem estava a ser repugnante. Ao longo da sua carreira, Prince deixou que a sua libido o guiasse, seja no sucesso de 1983, Little Red Corvette ou em Darling Nikki e as suas revistas perversas de Purple Rain ou em Jack U Off de Controversy de 1981. Se isso não o impressiona, também teve um pouco de relações externas, implorando ao seu presidente em Ronnie, Talk To Russia. Bom conselho.Controversy tornou-se disco de ouro em três meses.O grande salto de Prince em passar de figura de R&B a um fenómeno internacional foi o resultado de um esforço incrível. Prince virtualmente vivia no estúdio, escrevia, tocava e lançava as suas melhores canções em 1999. Escreveu o hino do milénio 17 anos antes do seu tempo. Com o seu calendário esgotante de trabalho a fazer sofrer as suas digressões, Prince e o seu representante Albert Magnoli conceberam o álbum e o filme Purple Rain.A história de Purple Rain pode ter sido tão passageira como Under The Cherry Moon`s Riviera e Graffiti Bridge. Mas por toda a atenção deste menino e dos seus problemas familiares, os seus problemas musicais e ligação bendita, o que importou mais do seu trabalho no grande ecrã foi que o punham rapidamente na história e que ele deu uma lição ao mundo inteiro das suas actuações eléctricas ao vivo.O palco de Prince saía mesmo do livro de James Brown, excepto que ali perto andavam também deuses semelhantes como Jimi Hendrix e John Holmes.Simplesmente não sabia o que faria no encore. Ameaçar a base de estabelecimento com um solo de guitarra como em Purple Rain? Aproximar-se suavemente do microfone para pedir Do Me, Baby? Jogar ao basquetebol? Podia a sua revolução literalmente durar a noite toda?Com sucessos como When Doves Cry, o primeiro número 1 nos Estados Unidos sem linha de baixo, os vídeos, digressões e filmes, Prince chegou ao mega estrelato de Jackson, Springsteen ou Madonna. Foi talvez mais complexo que qualquer um deles e os críticos amaram-no por isso. Purple Rain vendeu mais de 15 milhões de cópias, ganhou três Grammys e o melhor prémio, óscar, por melhor música num filme desde Shaft. Prince tinha 26 anos.Não podia ficar quieto. Around the World in a Day foi comparado a Sgt. Pepper e teve o irresistível Raspberry Beret. O número um de 1986, Kiss foi uma das canções mais perfeitas jamais criadas. Em 1987, deixou Revolution para fazer o seu álbum mais pessoal até à data, o extraordinário Sign O´the Times. Prince simplesmente fazia tudo e isso vê-se nos álbuns que escolhia lançar. O álbum Black foi deixado de parte após Prince se cicatrizou com o que tinha criado. Em vez de Black, lançou Lovesexy. Saúde.Em 1986, Prince montou o seu próprio estúdio, Paisley Park, denominado em homenagem ao parque de utopia celebrado em Around the World. Desde aí, amassou a sua própria carreira e a de outros com mudanças graduais de sucesso. Poucos lembram-se de Apollonia 6, mas tens de estar morto para não sorrires com The Glamorous Life de Sheila E ou Sugar Walls de Sheena Easton.Considere-se agora os artistas para quem Prince tornou-se em seu criador. I Feel for You é a canção de Chaka Khan. Manic Monday é Cole Porter a fazer de Bangles. O seu Nothing Compares 2 U, deixado de parte quando ajudou The Time de Morris Day, foi para Sinead O`Connor. Até uma interpretação de Prince é uma garantia de chegar aos rankings. Perguntem-no só a MC Hammer. Prince até usou a caneta para divas como Celine Dion e Mariah Carey. Até partilhou música com Madonna, Jate Bush e Ani DiFranco.Prince também não poupou a década dos 90. Na verdade, está mais obrigatório do que nunca. Provando já a sua genialidade, e porque ainda se aplica tanto? A sua competência dos anos 80 caiu consideravelmente. O maior esforço de Jackson foi History de 1995 e ainda não recuperou. Springsteen é amado, mas precisou da sua antiga banda para relembrar o porquê de tanta adoração. E Madonna desesperadamente, desesperadamente necessitou de alguém como Prince.Ao mesmo tempo, Prince mudou o seu nome, mudou de discográfica e conseguiu p seguinte: formou a New Power Generation, teve um sucesso número 1 com Cream, chegou ao número 7 com uma canção chamada 7, teve um ballet baseado na sua música e lançou uma canção que nos relembra que "My name is Prince/And I Am Funky. Também escreveu, produziu e apresentou nove álbuns, um dos quais, Emancipation foi triplo e vendeu uma compilação pela Internet de 40 canções. Desde que saiu The Most Beautiful Girl in the World, ainda não sabemos donde o seu próximo sucesso sairá.Assim, ainda não conquistou por completo a Internet. E ao assinar com a discográfica Arista de Clive Davis para lançar RaveUn2 the Joy Fantastic de 1999 foi um cumprimento à grande indústria que antes tanto criticava. Mas enquanto se aproximava o duplo zero do ano 2000, na maior noite do milénio, havia apenas uma maneira de as pessoas celebrarem, como se fosse... bem, vocês sabem o resto.