The Lemonheads

The Lemonheads: Sobre

Embora nunca conseguiram ser mega estrelas da pop, os The Lemonheads viveram o seu momento de glória durante a primeira metade dos 90, quando a explosão do grunge abriu as portas do mercado maciço a propostas chamadas alternativas. Evan Dando e os seus sequazes passaram de ser uma banda de hardcore para ser o nexo de união entre o ruído melódico e os teen idols, algo bastante fora do comum. Uma discreta(no musical) e desgarrada(no pessoal) carreira durante a segunda metade da década, levou a banda de Houston a um esquecimento relativo, após os erros reiterados do seu líder e única banda vísivel.Três companheiros de classe formam o grupo The Whelps em meados dos 80, embora mudem o seu nome para The Lemonheads(uns caramelos muito conhecidos nos EUA) pouco antes de gravar o seu primeiro single, Laughing all the way to the cleaners(1986).Também se incorpora um baterista para se estrear em álbum, com um disco de som acelerado e ruidoso que tem como título Hate your Friends(1987). O segundo álbum do grupo mostra uma maior orientação melódica, sem perder a imperfeição e a urgência da sua estreia. Creator(1988) mantém a apresentação hardcore e incómoda, mas começa a destacar Evan Dando como criador dos refrães. As suas diferenças com Ben Diely, outro peso pesado em The Lemonheads, não impedem que prossigam a sua carreira com Lick(1989), novo passo em direcção ao pop vitaminado que, contudo separará a banda perante disputas entre Dando e Diely pelo controlo do grupo. Após um breve período junto com as Blake Babies, Evan decide retomar a sua banda e assina por Atlantic com uma formação diferente. Lovely(1990) mostra as claves do novo som Lemonheads, melhor produzido, aproximado ao country/rock e boas melodias em muitas canções, embora não acaba por convencer nada. Contudo, it`s a shame about Ray(1992) dispersa o potencial de competição de Dando ao longo de 30 minutos de power pop. Singles como Confetti começam a criar um vício entre os acólitos da cena alternativa, enquanto os encarrega uma versão de Mrs.Robinson para o vigésimo aniversário do filme A Primeira Noite, que será incluída no álbum pouco tempo depois. Embora Juliana Hatfield tivesse colaborado na gravação de it`s a shame...., Evan configura juntamente com Nick Dalton e David Ryan um infalível power pop para actuações ao vivo, com o qual começa a andar em digressão com notável sucesso. O vídeo Two Weeks in Australia(1999) capta o momento em que os Lemonheads começam a tornar-se num grupo de moda, coisa que se confirma com Come On Feel the lemonheads(1993). Aqui exploravam-se os enganos pop do seu álbum anterior, embora o álbum não consiga a repercussão devida apesar à sua excelente factura. De todas as maneiras, o culto alternativo pop pela banda é maioritário, enquanto os seus espectáculos nos festivais europeus, com um vocalista habitualmente vestido de rapariga e com uma coleta, são do mais divertido do momento. Contudo, a relação de Dando com as drogas começa a superar os limites do divertido, para fazer uma série de manifestos sem sentido, onde se desculpa do consumo de estupefacientes. A sua imagem pública decai muito, e inclusivamente existe um single secreto gravado juntamente com Noel Gallagher dos Oasis(Purple Paralelogram) que não chegou a editar-se perante a sua qualidade escassa. Também a sua intenção de defender o legado de Lemonheads, guitarra acústica em riste, é efectivo(recebe assobiadas estrondosas). Um fugaz idílio com Courtney Love, a viúva negra do grunge, precede a aparição de Car, button, cloth em 1996. Embora o álbum não está isento de um certo encanto, a obsessão de Evan Dando por Gram Parsons e os sons folk não se corresponde com o conceito arrasador dos The Lemonheads.Há uma digressão juntamente com uma nova formação, onde se inclui o ex baterista do Dinosaur Jr., Murph, enquanto a digressão representa a despedida do grupo até ao momento. Em 1998 é editado o recompilatório The Atlantic Years, the best of the Lemonheads, que reúne o melhor da sua etapa multinacional.Evan Dando publicou a sua autoria ao vivo Live at the Brattle Theatre/Griffith Sunset(2001), embora em 2003 planeia o seu regresso com um álbum de estúdio chamado Baby, I´m bored.