Bruce Springsteen

Bruce Springsteen

Começou como um tímido e magro poeta do bairro de Freehold, Nova Jersey, que encontrou a sua vocação na sua adolescência quando a sua mãe comprou-lhe a sua primeira guitarra. Teve relevo no circuito de música na zona costeira de Nova Jersey, fazendo amigos e tocando com alguns músicos que iria encontrar ao longo da sua vida.Logo, a lenda da discográfica Columbia ofereceu-lhe um acordo, elogiando o jovem guitarrista ao dizer que é o novo Bob Dylan.Se lermos simplesmente as letras do seu primeiro álbum, Greetings from Asbury Park, podes enganar-te a pensar que Bruce estava de facto a parecer-se ...

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Actualização 6 de Dezembro de 2012
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Biografia Completa

Começou como um tímido e magro poeta do bairro de Freehold, Nova Jersey, que encontrou a sua vocação na sua adolescência quando a sua mãe comprou-lhe a sua primeira guitarra. Teve relevo no circuito de música na zona costeira de Nova Jersey, fazendo amigos e tocando com alguns músicos que iria encontrar ao longo da sua vida.

Logo, a lenda da discográfica Columbia ofereceu-lhe um acordo, elogiando o jovem guitarrista ao dizer que é o novo Bob Dylan.

Se lermos simplesmente as letras do seu primeiro álbum, Greetings from Asbury Park, podes enganar-te a pensar que Bruce estava de facto a parecer-se com Dylan.

Mas assim que o escutas, e especialmente se vês as suas actuações, sabes que presencias algo completamente novo. Bruce era capaz de gerar um mundo urbano difícil, parecido com o mundo real, apenas mais mágico, romântico, melancólico, engraçado e um pouco perigoso. Um lugar onde os amantes escapavam das suas casas pelas janelas, sem que os pais ouvissem, para caminhar pela costa outrora mais linda. Um lugar onde o ouvinte queria ir com ele, um guia andrajoso, talvez apenas por pouco tempo.

O seu segundo álbum, The Wild, The Innocent and The E-Street Shuffle, foi uma pintura típica da rua que tinha duas das mais imaginativas histórias tipo Romeu e Julieta: Incident on 57th Street e Rosalita. Apesar de Bruce ser muito publicitado entre as pessoas da rua devido às suas actuações fabulosas, os seus álbuns não vendiam o suficiente para os executivos da discográfica. Com o seu terceiro álbum, Born to Run,

fez-se um último esforço para determinar a sua estadia na indústria da música, destilando as suas histórias e sentimentos em produções grandes e revolucionárias que resumiam todo o drama e excitação do Wall of Sound de Phil Spector há uma década atrás. Nenhum artista de rock desse tempo chegou a esse nível de fama tão rapidamente como Bruce após o Born to Run.

Bruce, como agora se lembra ao tocar Rosalita ao vivo, esteve nas capas das prestigiosas revistas Time e Newsweek na mesma semana. O promissor rapaz de Jersey tornara-se num ícone verdadeiro, um poderoso símbolo de tudo que admirava. O mundo inteiro chamava-lhe The Boss. Mas em vez de se tornar numa pessoa difícil à medida que a sua fama aumentava, Bruce tornava as suas actuações ao vivo ainda mais pessoais. Misturou histórias dramáticas nos seus cenários, por exemplo no Back Streets,

com contos íntimos sobre a sua infância, a sua família, as suas inseguranças, os seus sonhos. Muitas vezes histórias engraçadas, por vezes tristes mas sempre honestas que o ajudaram a aproximar-se mais do seu público fiel. Podíamos ter sentimentos fortes para com as suas personagens como Sandy ou Spanish Johnny mas a mais imponente de todas era o próprio Bruce.

E a própria vida de Bruce tomou uma reviravolta inesperada quando o seu representante

abandonou-o e forçou-o a deixar o estúdio por dois anos seguintes até o problema ser resolvido. O Bruce que regressou com o álbum, Darkness at the Edge to Town(1978), era um personagem mais experiente com contos mais tristes para contar e uma atitude grosseira em canções como Badlands. Mas era tão espectacular ao vivo como sempre foi e as suas actuações tornaram-se em maratonas de cinco horas tanto electrizantes como esgotantes. Com os álbuns seguintes, começou a procurar ainda mais longe para se inspirar mas desta vez o mundo sobre o qual cantava era duro e muito real.

O mega sucesso do seu lançamento comercial de 1984, Born in the U.S.A., foi mal interpretado por muitos; a canção titular até foi usada num momento apropriado da campanha presidencial de Ronald Reagan, contra a vontade de Bruce. Mas o seu conteúdo(canções sobre os marginalizados, os desprezados e os solitários) não era tão grandioso como na digressão que se seguiu.

Bruce sobreviveu a essa atenção também, voltando uma vez mais a fazer algo de pessoal, às vezes enternecedor na sua digressão Tunnel of Love.

O seu trabalho desde essa altura tem sido muito pessoal e cada vez mais político. Algum do seu mais recente material tem sido usado em filmes como The Streets of Philadelphia, para o filme Philadelphia de Jonathan Demme, a canção titular do filme A Última Caminhada de Tim Robbins e a lindíssima Missing para o filme Acerto Final

de Sean Penn. E Secret Garden foi usada na perfeição para o filme Jerry Maguire de Cameron Crowe.

Quando Bruce se reuniu com a banda E-Street em 1999 para a sua digressão em Nova Jersey, relembrou todos da sua habilidade singular de tornar um simples espectáculo de rock n´roll numa experiência quase religiosa. Além de nos proporcionar um bocado bem passado(a idade ajudou o seu sentido de humor e ajudou também na sua sensualidade, também parece reflectir a maioria das dúvidas do seu público.

Born to Run seria a canção que menos se esperava para sobreviver a um quarto do século em actuações mas contudo, de alguma maneira ainda provoca arrepios a qualquer pessoa quando se ouvem as notas, faz sair uma lágrima ou faz com que uma pessoa levante os braços. Born to Run(Nascido para Correr) sempre foi uma canção sobre ir, não correr, em direcção a uma vida melhor, uma nova relação, em direcção a tudo que vemos brilhar no horizonte, quase fora do nosso alcance. Mesmo agora sente-se que mais uma vez aproximamo-nos desse desejo, por mais longe que esteja e damos conta de que na realidade sempre existiu, não importa a nossa idade e a do Bruce. Após isto tudo, Bruce terminou algumas das suas actuações mais recentes com uma nova canção chamada Land of Hopes and Dreams(Terra de Esperanças e Sonhos). E esse é o lugar onde ele nos leva, a uma pequena distância da terra prometida.

Talvez nenhum outro artista do seu calibre levou o rock n´roll tão a sério, como uma força que pode mudar a nossa vida e ele próprio é o perfeito exemplo do poder transformador da música. Bruce provou que as emoções do rock n´roll não são transitórias mas só se nós continuarmos a ter esperanças e sonhos com ele.