Três anos depois de "Are You Ready For The Blackout?", que em 2009 lhes rendeu a nomeação aos MTV EMAs, na categoria de “Best Portuguese Act”, os X-Wife estão de regresso às edições, com o álbum “Infectious Affectional”, que acaba de ser editado e que a banda apresentou esta sexta-feira, 6 de maio, no palco do Lux, em Lisboa.
João Vieira, Rui Maia e Fernando Sousa tinham casa cheia à espera e estavam visivelmente satisfeitos com isso. O concerto não começou da melhor forma, por conta de alguns problemas de som. Solucionada essa questão, com recurso ao sentido de humor do vocalista, foi “sempre a subir” e, com muita garra, o trio provou estar em excelente forma, ou não fosse o ato de tocar ao vivo a “praia” destes rapazes e um dos motivos que os leva a gravar álbuns.
Em “Infectious Affectional” os X-Wife perderam algum do músculo rock que lhe conheciamos, já que neste quarto álbum a aposta é maior no território da música de dança e eletrónica de influencias disco. Ao vivo os novos temas resultam na perfeição e o Lux foi o cenário perfeito para nos deixarmos transportar para os ambientes sonoros e bandas que dominavam o final dos anos 1970, como os Talking Heads ou os Blondie, ao som de músicas com forte presença de sintetizadores, como ‘I Live Abroad’, ‘That’s Right’, ou o single ‘Keep On Dancing’, uma das novidades mais fortes e bem recebidas pela plateia.
A relação com a pista de dança foi intensificada e o público dos X-Wife presente no Lux parece ter gostado disso, mas o rock musculado dos primeiros álbuns continua na memória de todos, não sendo de estranhar a recepção calorosa a temas mais antigos como ‘On The Radio’, ‘Heart Of The World’, ‘Realize’, ‘Ping Pong’ ou ‘Fireworks’, que fechou o concerto em grande, já no encore.
À beira de celebrar dez anos de carreira, os X-Wife continuam a ser três músicos perfeccionistas, estão cada vez melhores ao vivo e não ficam a dever nada a muitos dos seus pares norte-americanos ou britânicos que operam nos mesmos territórios sonoros. O concerto no Lux foi disso exemplo.
Lê a entrevista aos X-Wife.
Samuel Cruz
João Vieira, Rui Maia e Fernando Sousa tinham casa cheia à espera e estavam visivelmente satisfeitos com isso. O concerto não começou da melhor forma, por conta de alguns problemas de som. Solucionada essa questão, com recurso ao sentido de humor do vocalista, foi “sempre a subir” e, com muita garra, o trio provou estar em excelente forma, ou não fosse o ato de tocar ao vivo a “praia” destes rapazes e um dos motivos que os leva a gravar álbuns.
Em “Infectious Affectional” os X-Wife perderam algum do músculo rock que lhe conheciamos, já que neste quarto álbum a aposta é maior no território da música de dança e eletrónica de influencias disco. Ao vivo os novos temas resultam na perfeição e o Lux foi o cenário perfeito para nos deixarmos transportar para os ambientes sonoros e bandas que dominavam o final dos anos 1970, como os Talking Heads ou os Blondie, ao som de músicas com forte presença de sintetizadores, como ‘I Live Abroad’, ‘That’s Right’, ou o single ‘Keep On Dancing’, uma das novidades mais fortes e bem recebidas pela plateia.
A relação com a pista de dança foi intensificada e o público dos X-Wife presente no Lux parece ter gostado disso, mas o rock musculado dos primeiros álbuns continua na memória de todos, não sendo de estranhar a recepção calorosa a temas mais antigos como ‘On The Radio’, ‘Heart Of The World’, ‘Realize’, ‘Ping Pong’ ou ‘Fireworks’, que fechou o concerto em grande, já no encore.
À beira de celebrar dez anos de carreira, os X-Wife continuam a ser três músicos perfeccionistas, estão cada vez melhores ao vivo e não ficam a dever nada a muitos dos seus pares norte-americanos ou britânicos que operam nos mesmos territórios sonoros. O concerto no Lux foi disso exemplo.
Lê a entrevista aos X-Wife.
Samuel Cruz
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